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EUA e Brasil projetam crescimento nas exportações de etanol em meio à crise energética global

Estados Unidos e Brasil, maiores produtores de etanol, esperam aumento significativo nas exportações do biocombustível devido à busca global por fontes alternativas de energia.

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Redação Rota Digital

Publicado em

16 de maio de 2026 às 00:00

Atualizado em

16 de maio de 2026 às 00:01

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Equipe Editorial Rota Digital

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Os Estados Unidos e o Brasil, líderes mundiais na produção de etanol, estão projetando um crescimento expressivo nas exportações do biocombustível neste ano. O aumento é motivado pela busca de diversos países por fontes alternativas de energia, em meio à instabilidade provocada pela crise no Estreito de Ormuz.

Até o momento, os EUA registram um crescimento de 20% nas exportações de etanol em 2024, superando os volumes recordes do ano anterior. Já o Brasil pode mais que dobrar suas vendas externas na temporada comercial 2026/27, iniciada em abril, segundo representantes do setor consultados pela Reuters.

Esse cenário beneficia produtores e processadores de milho nos Estados Unidos, assim como os produtores e usinas de cana-de-açúcar no Brasil, que devem ampliar a produção para atender à demanda crescente, sustentando os preços desses mercados agrícolas.

A ideia de criar um mercado global de etanol entre os dois países não é nova. Ela foi discutida e acordada em 2007 durante encontro entre os então presidentes George W. Bush e Luiz Inácio Lula da Silva, mas agora ganha novo impulso diante das condições atuais.

De acordo com a Renewable Fuels Association (RFA), as exportações americanas atingiram 638 milhões de galões no primeiro trimestre, um aumento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. A consultoria brasileira Datagro estima que o Brasil exportará 2,2 bilhões de litros na nova temporada, mais que o dobro da temporada anterior.

Especialistas destacam que vários países, especialmente na Ásia, estão elevando as taxas de mistura de etanol na gasolina e precisarão importar o biocombustível para suprir a demanda. Mesmo com possíveis acordos para reabertura do Estreito de Ormuz, a busca por segurança energética deve manter a demanda elevada.

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Fonte consultada: CNN Brasil

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