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Desembargadora alerta para riscos de intervenção dos EUA após classificação do PCC e CV como terroristas

Desembargadora Ivana David avalia que decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas não altera segurança no Brasil, mas cria precedente preocupante.

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Redação Rota Digital

Publicado em

30 de maio de 2026 às 15:44

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Equipe Editorial Rota Digital

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Imagem ilustrativa / Rota Digital

Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que gerou debate sobre possíveis consequências para a segurança pública no Brasil. A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Ivana David, comentou o tema em entrevista recente, destacando preocupações sobre os efeitos práticos dessa decisão.

A decisão americana ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com o crime organizado e o tráfico de drogas, especialmente em regiões onde essas facções têm forte atuação, como São Paulo e Rio de Janeiro. A medida visa ampliar o combate a essas organizações, mas levanta dúvidas sobre sua efetividade e possíveis repercussões políticas.

Ivana David ressaltou que, apesar da gravidade da classificação, a medida dificilmente provocará mudanças concretas no cotidiano dos brasileiros. Segundo ela, os Estados Unidos não têm capacidade nem intenção de intervir diretamente nas favelas ou territórios dominados por essas facções no Brasil, o que mantém a insegurança pública inalterada por enquanto.

Para a população, isso significa que o PCC e o Comando Vermelho continuarão operando normalmente, sem alterações imediatas em sua dinâmica. A desembargadora também apontou um efeito colateral já observado: o aumento no preço da cocaína, consequência das dificuldades impostas ao tráfico internacional pela nova classificação.

Esse cenário levanta a possibilidade de futuras intervenções ou pressões externas sob o pretexto de combater o terrorismo, o que preocupa especialistas e autoridades brasileiras. A desembargadora destacou que essa postura dos EUA se intensificou após os ataques de 11 de setembro de 2001, quando o país assumiu um papel mais ativo na segurança global.

Apesar das preocupações, Ivana David enfatizou que, até o momento, não há informações concretas sobre medidas específicas que os Estados Unidos pretendem adotar contra o PCC e o Comando Vermelho no Brasil. A situação, portanto, permanece em observação, sem mudanças imediatas na política de segurança pública nacional.

É importante acompanhar os desdobramentos dessa decisão, considerando seu impacto potencial nas relações internacionais e na política interna brasileira. A classificação pode influenciar negociações, cooperação internacional e estratégias de combate ao crime organizado, exigindo atenção contínua das autoridades e da sociedade civil.

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Fonte consultada: CNN Brasil

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