Especialista alerta para problemas jurídicos e sociais com fim da escala 6x1
Professor José Pastore destaca riscos jurídicos e impactos financeiros da PEC que extingue a escala 6x1, especialmente para empresas terceirizadas e setor privado.
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Redação Rota Digital
Publicado em
31 de maio de 2026 às 16:03
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Equipe Editorial Rota Digital
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Política

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 tem gerado preocupações sobre seus efeitos jurídicos e sociais. O sociólogo e professor aposentado da USP, José Pastore, classificou a medida como um potencial desastre social, destacando problemas legais e financeiros que podem surgir com sua aprovação.
De acordo com Pastore, a mudança impacta principalmente as empresas terceirizadas que prestam serviços para estados e municípios. Com o aumento dos custos trabalhistas decorrente da nova escala, essas empresas terão despesas maiores, mas não poderão repassar esses valores aos entes públicos devido às limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O especialista ressalta que a PEC cria uma situação de desigualdade entre o setor público e o privado. Enquanto o setor público terá um prazo de 12 meses para ajustar seus desequilíbrios financeiros, as empresas privadas não contarão com esse benefício, o que pode agravar os impactos econômicos para essas companhias.
Além disso, Pastore chama atenção para o risco de revogação de acordos e convenções coletivas já firmados. Segundo ele, a PEC pode invalidar contratos legítimos e legalmente negociados, o que representa uma ameaça à segurança jurídica prevista na Constituição Federal.
Essa insegurança jurídica pode desencadear uma série de ações judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF), aumentando a instabilidade no ambiente trabalhista e econômico. A possibilidade de anulação de contratos firmados anteriormente contraria o princípio constitucional que protege a validade dos acordos legais.
O sociólogo exemplifica a situação comparando-a a um contrato de compra de imóvel que, após ser firmado e parcialmente pago, seria anulado por uma nova lei. Essa analogia reforça a preocupação com a proteção dos direitos adquiridos e a estabilidade das relações contratuais.
Diante desse cenário, a aprovação da PEC exige uma análise cuidadosa dos impactos sociais, econômicos e jurídicos para evitar consequências negativas que possam afetar trabalhadores, empresas e a administração pública. O debate sobre a medida deve considerar alternativas que garantam equilíbrio e segurança para todas as partes envolvidas.
A discussão sobre o fim da escala 6x1 permanece em destaque no cenário político, com especialistas e setores envolvidos acompanhando os desdobramentos da proposta. A busca por soluções que conciliem avanços trabalhistas e sustentabilidade financeira é fundamental para evitar conflitos e garantir direitos.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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CRÉDITO (IMAGEM DA CAPA): Liberdade de Opinião: fim da 6x1 é avanço trabalhista ou custo para país
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