Parlamentares pedem investigação da PGR sobre atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA
Deputados do PSOL e Rede solicitam à PGR apuração sobre pedido do senador Flávio Bolsonaro para classificar facções criminosas como terroristas nos EUA.
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Redação Rota Digital
Publicado em
30 de maio de 2026 às 18:17
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Equipe Editorial Rota Digital
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Economia
Deputados federais do PSOL e da Rede Sustentabilidade encaminharam à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para que seja investigada a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante viagem aos Estados Unidos. O pedido visa apurar se houve atentado contra a soberania nacional ao solicitar a classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Entre os dias 26 e 29 de maio, Flávio Bolsonaro esteve em Washington D.C., onde se reuniu com autoridades do governo americano, incluindo o então presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio. Segundo a representação, o senador teria solicitado formalmente que o governo dos EUA enquadrasse as facções como grupos terroristas, medida que foi posteriormente anunciada pelas autoridades norte-americanas.
A representação foi assinada por parlamentares como Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Duda Salabert (PSOL-MG), Luiza Erundina (PSOL-SP), Heloísa Helena (Rede-RJ), Luizianne Lins (Rede-CE) e Chico Alencar (PSOL-RJ). Eles fundamentam o pedido com reportagens nacionais e internacionais que relacionam a decisão dos EUA à articulação do senador, além de publicações feitas por ele nas redes sociais.
Os deputados argumentam que a iniciativa de Flávio Bolsonaro configura uma interferência indevida na política externa brasileira, uma atribuição exclusiva do presidente da República, conforme previsto na Constituição. Eles também destacam que a classificação das facções como organizações terroristas pode acarretar sanções econômicas e outras medidas previstas na legislação americana, impactando diretamente o Brasil.
A representação pede a instauração de inquérito policial federal para apurar eventual crime de atentado à soberania nacional, previsto no artigo 359-I do Código Penal. O documento reforça a necessidade de investigar se a atuação do senador teve consequências jurídicas e políticas que ultrapassam o âmbito diplomático.
Em resposta, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro classificou a representação como uma tentativa da esquerda de usar o Judiciário para fins políticos. O grupo afirmou que buscar cooperação internacional para combater facções criminosas é legítimo e que continuará empenhado em ações para desarticular organizações que ameaçam a segurança pública.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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