Especialista avalia impactos da designação do PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA
Decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas gera dúvidas sobre efeitos práticos e repercussões na política brasileira.
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Redação Rota Digital
Publicado em
30 de maio de 2026 às 20:19
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Equipe Editorial Rota Digital
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Política

Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que ainda carece de efeitos práticos claros no Brasil. A avaliação é da especialista em Direito Internacional Priscila Caneparo, que destaca a complexidade da decisão e suas possíveis repercussões.
A designação levanta questões delicadas envolvendo soberania nacional e cooperação internacional, além de influenciar o cenário político brasileiro, especialmente diante das eleições previstas para outubro. Segundo a especialista, ainda é cedo para mensurar os desdobramentos concretos dessa medida.
Caneparo aponta que a decisão pode ser interpretada de duas formas no contexto eleitoral: se o foco for a segurança pública, pode favorecer a oposição ao governo atual; se o debate se ampliar para temas como soberania e cooperação, pode beneficiar a gestão vigente.
A especialista ressalta que o PCC e o CV possuem atuação comprovada em pelo menos 28 países, o que torna qualquer ação coordenada contra essas organizações complexa sem acordos formais entre nações, evitando violações à soberania.
Além disso, a medida pode impactar os mecanismos já existentes de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, exigindo ajustes para que as ações conjuntas respeitem as legislações e interesses de ambos os países.
Caneparo também destaca o exemplo do México, onde a designação similar levou à descoberta de infiltração da CIA após um acidente de trânsito, ilustrando os desafios e riscos envolvidos em operações internacionais contra organizações criminosas.
Para avançar, será necessário um diálogo mais aprofundado entre Brasil e EUA para definir estratégias eficazes que respeitem a soberania brasileira e promovam a segurança pública, sem comprometer relações diplomáticas.
A especialista conclui que a classificação unilateral dos grupos como terroristas não tem histórico de extinguir o terrorismo e que o debate deve ser conduzido com cautela, considerando os múltiplos aspectos jurídicos, políticos e sociais envolvidos.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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CRÉDITO (IMAGEM DA CAPA): Divulgação / CNN Brasil
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