Alckmin critica classificação do PCC e CV como grupos terroristas e alerta para riscos econômicos
Vice-presidente Geraldo Alckmin critica decisão dos EUA de classificar PCC e CV como terroristas, destacando riscos para a economia brasileira e uso político da medida.
Por
Redação Rota Digital
Publicado em
29 de maio de 2026 às 15:00
Atualizado em
29 de maio de 2026 às 15:00
Revisão
Equipe Editorial Rota Digital
Editoria
Política

O vice-presidente Geraldo Alckmin manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas. Ele afirmou que a medida pode trazer consequências negativas para a economia brasileira e criticou o uso político do tema por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão americana, anunciada pelo Departamento de Estado, entrará em vigor em 5 de junho e prevê penalidades para pessoas e empresas que mantenham relações financeiras ou comerciais com essas organizações. A medida ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com o crime organizado no Brasil.
Alckmin destacou que o combate ao crime organizado é uma prioridade constante das forças de segurança brasileiras, citando ações recentes aprovadas pelo Congresso e operações conjuntas, como a Operação Fluxo Oculto, que investiga um esquema bilionário de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Para o vice-presidente, a classificação dos grupos como terroristas pode gerar efeitos adversos no sistema financeiro e na economia do país, sem necessariamente contribuir para o enfrentamento efetivo do crime. Ele também criticou aliados de Bolsonaro por utilizarem o tema para desviar a atenção do público sobre o caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, a decisão americana ocorre em um momento político delicado, poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente Donald Trump e membros do governo dos EUA, ocasião em que solicitou a classificação das facções como terroristas.
É importante acompanhar como o governo brasileiro e o mercado reagirão a essa nova designação, considerando os riscos econômicos apontados e a necessidade de estratégias eficazes para o combate ao crime organizado que não prejudiquem a estabilidade financeira do país.
Leia também
Transparência editorial
Fonte consultada: InfoMoney
Correções e atualizações: encontrou algum erro? Fale com a redação
CRÉDITO (IMAGEM DA CAPA): Divulgação / InfoMoney
Compartilhe esta matéria