China usa controle de matérias-primas críticas como arma geoeconômica contra Europa
China reduz exportação de matérias-primas críticas desde 2025, afetando indústria e segurança europeias e ampliando dependência do Ocidente.
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Redação Rota Digital
Publicado em
14 de maio de 2026 às 06:01
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Equipe Editorial Rota Digital
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Política

Um estudo do European Union Institute for Security Studies (EUISS) revela que a China transformou seu domínio sobre matérias-primas críticas em uma arma geoeconômica, especialmente contra a Europa. O país controla grande parte da produção e do refino de insumos essenciais para setores estratégicos, como defesa, telecomunicações e energia renovável.
A China detém mais de 70% do refino ou extração global de metade dos 34 materiais considerados críticos pela União Europeia, chegando a 98% em casos como terras raras pesadas e gálio. Esses materiais, embora usados em pequenas quantidades, são indispensáveis para a indústria tecnológica e a base produtiva europeia.
A força chinesa está concentrada na etapa de refino, crucial para a fabricação de componentes como ímãs permanentes, wafers para semicondutores e cabos de fibra óptica. Europa, Estados Unidos e Japão dependem dessa capacidade para manter suas cadeias produtivas e avanços tecnológicos.
Após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos na era Trump, a China reagiu em 2025 com uma redução abrupta no fornecimento dessas matérias-primas para quase todos os países. Apesar de uma recuperação parcial, os volumes permanecem abaixo dos níveis anteriores, causando aumento de custos, interrupções produtivas e incertezas nas cadeias de suprimento europeias.
O estudo destaca ainda o rigor do controle chinês sobre exportações, com processos de licenciamento considerados invasivos e opacos por empresas estrangeiras. A exigência de informações detalhadas e a demora nas aprovações reforçam o uso político e estratégico dessas regras comerciais.
Internamente, o uso dessa estratégia está alinhado aos objetivos do governo chinês de alcançar autossuficiência tecnológica e industrial, conforme documentos oficiais como o 15º Plano Quinquenal. A combinação de exportações a preços abaixo do mercado e apoio estatal fortalece a posição da China nas cadeias globais e amplia a dependência do Ocidente.
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Fonte consultada: InfoMoney
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CRÉDITO (IMAGEM DA CAPA): REUTERS/Maxim Shemetov
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