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STF inicia julgamento de recursos das big techs sobre regulação das redes sociais

STF começa a analisar recursos das principais big techs contra decisão que amplia responsabilidade das plataformas por conteúdos ilegais, em meio a tensão política.

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Redação Rota Digital

Publicado em

29 de maio de 2026 às 06:00

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Equipe Editorial Rota Digital

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O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta sexta-feira ao julgamento dos recursos apresentados pelas maiores empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, contra a decisão da Corte que ampliou a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos ilegais publicados por usuários.

Essa análise ocorre em ambiente virtual e deve ser concluída até o dia 9 de junho. O julgamento acontece em um momento de tensão entre o Executivo e o Legislativo, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editar decretos que endurecem as regras para o setor de tecnologia e ampliam as atribuições da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Empresas como Google e Meta (controladora do Facebook) contestam pontos da tese fixada pelo STF em junho do ano passado, quando a Corte considerou parcialmente inconstitucional um artigo do Marco Civil da Internet. Atualmente, o entendimento permite que as plataformas sejam responsabilizadas civilmente caso não removam conteúdos ilegais após notificação extrajudicial, sem necessidade de ordem judicial prévia.

As big techs argumentam que a atual regra apresenta omissões e obscuridades que geram insegurança jurídica. O Facebook, por exemplo, pede que a obrigação de remoção seja restrita a conteúdos 'manifestamente' ilícitos e solicita um prazo de seis meses para adaptação. Já o Google requer critérios rigorosos para as notificações, como a identificação do denunciante e a indicação precisa do conteúdo questionado.

O julgamento ocorre em meio a um embate político, com parlamentares da oposição apresentando mais de 20 Projetos de Decreto Legislativo para tentar anular os decretos do Executivo. Enquanto isso, governistas defendem que as medidas apenas regulamentam diretrizes já estabelecidas pelo STF e reforçam a proteção contra crimes digitais.

Especialistas alertam que termos vagos na regulamentação podem levar as plataformas a uma remoção excessiva de conteúdos por receio de sanções, o que pode resultar em censura inadvertida. O desfecho do julgamento será decisivo para o futuro da regulação das redes sociais no Brasil e deve ser acompanhado de perto por usuários, empresas e legisladores.

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Fonte consultada: CNN Brasil

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