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Lula critica Flávio Bolsonaro e rejeita interferência dos EUA no combate ao crime no Brasil

Presidente Lula repudia pedido de intervenção dos EUA feito por Flávio Bolsonaro e reafirma soberania brasileira no enfrentamento ao crime organizado.

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Redação Rota Digital

Publicado em

29 de maio de 2026 às 15:00

Atualizado em

29 de maio de 2026 às 15:00

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Equipe Editorial Rota Digital

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Economia

Imagem editorial da matéria "Lula critica Flávio Bolsonaro e rejeita interferência dos EUA no combate ao crime no Brasil" na editoria Economia
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se publicamente pela primeira vez após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em discurso em Sergipe, Lula criticou a postura americana e afirmou que o Brasil não pode ser tratado como uma republiqueta.

Durante uma cerimônia de investimentos da Petrobras em Laranjeiras (SE), o presidente destacou que o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelo governo brasileiro, sem interferência externa. Ele ressaltou que o PCC e o CV praticam atos de terror nas comunidades e que o país está empenhado em enfrentá-los com medidas próprias, como a aprovação da Lei Antifacção e a expectativa pela aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado.

Lula também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, por ter ido aos Estados Unidos defender a decisão do Departamento de Estado americano de classificar as facções como terroristas. O presidente o acusou de ser um “traidor da Pátria” por pedir intervenção estrangeira no Brasil, comparando-o a Joaquim Silvério dos Reis, figura histórica associada à traição na Inconfidência Mineira.

O presidente afirmou que, se a família Bolsonaro tivesse solicitado ajuda dos EUA para prender milicianos, os integrantes do clã estariam detidos em território norte-americano. Lula também interpretou a movimentação política da oposição como uma reação ao fato de ele buscar a reeleição em outubro, afirmando que seus adversários estão incomodados com a possibilidade de sua vitória.

Especialistas em segurança pública avaliam que a classificação das facções como organizações terroristas pelos EUA pode alterar a dinâmica do combate a esses grupos, ampliando o alcance das investigações e sanções internacionais. No entanto, a controvérsia sobre a soberania e a cooperação bilateral permanece em debate, especialmente diante das tensões políticas internas.

Lula também condicionou qualquer cooperação futura com os Estados Unidos na área de segurança à desmobilização de esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao Brasil em território americano, citando especificamente o estado de Delaware, e à extradição de indivíduos envolvidos em crimes financeiros, como Ricardo Magro, dono da Refit.

O episódio evidencia a complexidade das relações entre Brasil e Estados Unidos no campo da segurança e política, com impactos diretos na agenda eleitoral e na percepção pública sobre a atuação do governo federal. A situação requer acompanhamento atento para entender como as decisões internacionais influenciarão as estratégias nacionais de combate ao crime organizado.

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Fonte consultada: InfoMoney

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CRÉDITO (IMAGEM DA CAPA): Marcelo Camargo/Agência Brasil

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