Indicador de Incerteza Econômica da FGV recua em maio após alta em dois meses consecutivos
O Indicador de Incerteza da Economia da FGV caiu em maio, influenciado por um cessar-fogo temporário no conflito entre Irã, EUA e Israel, mas expectativas seguem elevadas.
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Redação Rota Digital
Publicado em
29 de maio de 2026 às 09:00
Atualizado em
29 de maio de 2026 às 09:00
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Equipe Editorial Rota Digital
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Economia

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br), divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou queda em maio após dois meses consecutivos de alta. O índice recuou 6,3 pontos, passando para 110,9 pontos, sinalizando uma redução temporária na percepção de instabilidade econômica.
Esse movimento foi influenciado principalmente pelo componente de Mídia do indicador, que avalia a incerteza econômica por meio da análise de textos na imprensa impressa e digital. A diminuição da tensão no cenário internacional, especialmente devido a um cessar-fogo temporário no conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, contribuiu para essa queda.
Por outro lado, o componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de analistas econômicos sobre variáveis macroeconômicas, continuou em trajetória ascendente. Em maio, esse índice subiu 4,9 pontos, alcançando 110,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024, refletindo a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e seus impactos nos combustíveis e alimentos.
Nos próximos meses, o IIE-Br deve continuar refletindo a instabilidade do cenário global, especialmente diante de possíveis novos choques nos mercados internacionais. A evolução das tensões geopolíticas e a resposta das políticas econômicas internas serão determinantes para a trajetória do índice.
Diante desse contexto, é fundamental acompanhar não apenas o comportamento do indicador, mas também os desdobramentos das questões fiscais e externas que influenciam a economia brasileira. A volatilidade atual reforça a necessidade de estratégias flexíveis para mitigar riscos e preservar a estabilidade econômica.
Além disso, o recuo do componente de Mídia indica que o debate público e a cobertura jornalística podem influenciar a percepção de incerteza, destacando o papel da comunicação na formação das expectativas econômicas. A combinação desses fatores torna o acompanhamento do IIE-Br uma ferramenta valiosa para entender o ambiente econômico nacional e internacional.
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Fonte consultada: InfoMoney
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