Fitch alerta para crescimento do déficit e peso elevado da dívida dos EUA
Agência Fitch destaca que déficit em expansão nos EUA eleva peso da dívida acima de outras nações com mesma classificação AA, impactando cenário fiscal.
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Redação Rota Digital
Publicado em
01 de maio de 2026 às 08:40
Atualizado em
01 de maio de 2026 às 09:00
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Equipe Editorial Rota Digital
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Economia

A agência de classificação de risco Fitch Ratings emitiu um alerta sobre a situação fiscal dos Estados Unidos, destacando que o país enfrenta um déficit em expansão que torna o peso da dívida muito superior ao de outras nações com classificação AA.
Segundo a Fitch, a deterioração da posição fiscal dos EUA deve se intensificar neste ano, impulsionada por cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act, mesmo com compensações provenientes de receitas tarifárias.
A agência ressaltou a relevância das eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrerão em novembro, como um possível fator para estabelecer freios e contrapesos ao Executivo, especialmente se os democratas conquistarem o controle de uma ou ambas as Casas do Congresso.
Por outro lado, a Fitch alertou que um governo dividido pode dificultar a aprovação de pacotes fiscais e aumentar os riscos de impasses, incluindo negociações sobre o teto da dívida pública.
A previsão da agência é de um déficit do governo geral equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e o próximo, destacando ainda a incerteza quanto às receitas tarifárias e a pressão por maiores gastos com defesa, conforme defendido pelo presidente Donald Trump.
Apesar dos desafios, a Fitch reconhece pontos fortes na nota de crédito dos EUA, como o papel do dólar como moeda de reserva global, a dimensão e dinamismo da economia americana, além da profundidade e liquidez dos mercados de capitais.
Em agosto de 2023, a agência rebaixou a nota dos EUA para AA+, citando preocupações com disputas políticas em torno do teto da dívida que quase levaram o país a um calote.
A redução da estimativa de receita tarifária para US$ 150 bilhões em 2026 também foi destacada, após a Suprema Corte derrubar tarifas impostas pela administração Trump.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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