Receita Federal identifica R$ 365 milhões em criptoativos usados para lavagem de dinheiro no setor de combustíveis
Operação da Receita Federal revela uso de R$ 365 milhões em criptoativos para lavagem de dinheiro e esquema de adulteração de combustíveis, com prejuízo fiscal estimado em R$ 200 milhões.
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Redação Rota Digital
Publicado em
28 de maio de 2026 às 12:00
Atualizado em
28 de maio de 2026 às 12:00
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Equipe Editorial Rota Digital
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Esportes

A Receita Federal identificou o uso de aproximadamente R$ 365 milhões em criptoativos para lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, durante a Operação Fluxo Oculto, desdobramento da Operação Carbono Oculto.
A investigação revelou a existência de seis fintechs que atuavam como bancos paralelos para o crime organizado, movimentando mais de R$ 26 bilhões em quatro anos. O esquema envolvia adulteração de combustíveis com nafta petroquímica e sonegação fiscal, ampliando os lucros ilícitos.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a fraude foi descoberta a partir das informações enviadas pelas instituições financeiras via e-Financeira, sistema que passou a ser obrigatório para mais de 450 instituições a partir de meados de 2025.
Para o consumidor e para a economia, o impacto é significativo, pois a adulteração compromete a qualidade dos combustíveis e a sonegação fiscal reduz recursos que poderiam ser investidos em serviços públicos essenciais.
Entre as práticas identificadas, destacam-se depósitos em espécie e abertura de contas em múltiplas instituições para ocultar a origem dos recursos. Uma única instituição recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024.
Além disso, o uso de nafta para adulterar combustíveis gerou um prejuízo estimado em R$ 200 milhões em tributos nos últimos dois anos. Empresas de fachada simulavam a compra do produto para fins industriais, desviando-o para a mistura com combustíveis automotivos.
Os recursos obtidos eram remetidos a fundos de investimento, dificultando a identificação dos beneficiários finais. Foram identificados quatro fundos, duas administradoras e duas gestoras envolvidas no esquema, evidenciando a complexidade da operação.
Essa investigação reforça a necessidade de aprimorar a fiscalização e a transparência no setor financeiro e de combustíveis, além de destacar o papel da Receita Federal no combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal, protegendo a economia e o consumidor.
O acompanhamento dos desdobramentos dessa operação será fundamental para avaliar a eficácia das medidas adotadas e para identificar novas vulnerabilidades no sistema financeiro e tributário brasileiro.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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