Diagnóstico tardio de esclerose múltipla compromete mobilidade de mulher em São Paulo
Caso de diagnóstico tardio de esclerose múltipla em mulher alerta para importância do reconhecimento precoce dos sintomas e tratamento adequado.
Por
Redação Rota Digital
Publicado em
30 de maio de 2026 às 19:25
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Equipe Editorial Rota Digital
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Em 2016, aos 29 anos, Karen sofreu uma queda ao tropeçar na rua, episódio que a levou a buscar atendimento médico. Antes disso, ela já sentia formigamentos e dormência, mas atribuía os sintomas ao cansaço da rotina intensa. Inicialmente, recebeu diagnóstico de esclerose múltipla remitente-recorrente, mas o quadro evoluiu para a forma primária progressiva, mais agressiva e incapacitante.
O neurologista Mateus Boaventura, especialista em esclerose múltipla e doutor em ciências pela USP, explica que os sintomas da doença podem incluir alterações visuais, fraqueza muscular, desequilíbrio, fadiga persistente e dificuldades cognitivas. Ele reforça que esses sinais costumam surgir em surtos, com melhora parcial e recorrência, o que exige avaliação neurológica especializada, especialmente em adultos jovens.
Para Karen, os principais impactos foram a perda de equilíbrio, dificuldade para caminhar e alterações motoras que prejudicaram sua rotina e trabalho. Com o avanço da doença, ela precisou usar andador e, posteriormente, cadeira de rodas, o que demonstra a gravidade do diagnóstico tardio e a necessidade de tratamento precoce.
A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca a bainha de mielina que protege os neurônios, causando inflamação e lesões que comprometem funções motoras e cognitivas. Sem intervenção adequada, a doença pode levar a incapacidades progressivas, afetando a qualidade de vida dos pacientes.
Boaventura destaca que os avanços terapêuticos recentes têm possibilitado um controle mais eficaz da doença, reduzindo a frequência de surtos, prevenindo novas lesões e retardando a progressão da incapacidade. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar esses tratamentos e preservar a autonomia dos pacientes.
A experiência da paciente evidencia um desafio comum na saúde pública: o diagnóstico correto e em tempo hábil de doenças neurológicas complexas. A ampliação do acesso a especialistas e o investimento em educação para a população são essenciais para reduzir casos semelhantes no futuro.
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Fonte consultada: CNN Brasil
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