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Atualização nos critérios diagnósticos permite identificar esclerose múltipla antes dos sintomas

Revisão dos critérios de diagnóstico da esclerose múltipla amplia possibilidade de detecção precoce, favorecendo tratamentos mais eficazes e melhor prognóstico.

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Redação Rota Digital

Publicado em

30 de maio de 2026 às 19:26

Atualizado em

30 de maio de 2026 às 19:26

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Equipe Editorial Rota Digital

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A esclerose múltipla, doença neurológica autoimune que afeta principalmente adultos jovens, pode ser diagnosticada antes mesmo do surgimento dos sintomas, segundo atualização recente dos critérios diagnósticos. Essa mudança representa um avanço importante para o tratamento precoce e a prevenção de sequelas.

A revisão dos chamados Critérios de McDonald, que orientam o diagnóstico desde 2017, foi divulgada oficialmente em 2025 por meio de um artigo na revista The Lancet Neurology. As mudanças incorporam novos marcadores e ampliam a precisão dos exames de imagem e análises laboratoriais, facilitando a identificação da doença em estágios iniciais.

A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, que protege os neurônios, causando inflamação e lesões em áreas como nervo óptico, medula espinhal e cerebelo. Isso pode resultar em sintomas variados, como perda visual, vertigem, desequilíbrio e alterações motoras, que costumam surgir em surtos.

O diagnóstico tradicionalmente depende da avaliação clínica, histórico do paciente e exames complementares, principalmente ressonância magnética e análise do líquor. A doença produz lesões características em regiões específicas do sistema nervoso central, além de alterações em proteínas presentes no líquido cefalorraquidiano.

Entre as novidades da atualização está o reconhecimento do nervo óptico como uma região típica para lesões, além das áreas já conhecidas. Também foi incluída a possibilidade de diagnosticar pacientes que apresentam lesões em exames, mas ainda não manifestaram sintomas, o que antes era classificado como síndrome radiológica isolada.

Apesar dos avanços, a detecção precoce ainda enfrenta desafios em mais de 80% dos países, devido à falta de conscientização, escassez de especialistas e limitações no acesso a exames avançados. Muitas pessoas passam anos com sintomas inespecíficos antes de receberem o diagnóstico correto.

A atualização dos critérios diagnósticos representa um passo significativo para melhorar o prognóstico da esclerose múltipla, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes. O acompanhamento contínuo das novas diretrizes e a ampliação do acesso a exames especializados são essenciais para ampliar o impacto positivo na vida dos pacientes.

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Fonte consultada: CNN Brasil

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